Cyberbullying e outras “brincadeiras” virtuais

►Atualização (11/04/2013): Infelizmente, mais uma adolescente comete suicídio após sofrer bullying.

Depois de eu sofrer uma perseguição virtual, resolvi estudar um pouco sobre o assunto, o qual sabia que não havia acontecido só comigo, devido aos noticiários e a ter sofrido uma perseguição real na infância escolar do final dos anos 80.

Falando brevemente na experiência real de ser perseguido, creio que essa perseguição começou por duas razões: o perseguidor era “metido a lutador”; e eu era calado, “na minha”. As provocações duraram um tempo, até que um dia, depois de ouvir o conselho de minha mãe (“Reage, meu filho!”), resolvi parar de apanhar e reagi: no intervalo de aula (“recreio” na época), ele começou a me provocar com empurrões, e eu respondia cada empurrão com outro; até que uma hora ele pulou no meu pescoço e tentou me derrubar. Esforço em vão: evitei a queda e acabei deixando o rosto dele todo marcado. Depois disso, no dia seguinte, o perseguidor passou a me respeitar e querer ser meu amigo. Outros colegas também gostaram de minha reação, e a apoiaram, devido ao que eu já havia sofrido.

Essa minha história terminou bem, mas nem sempre é o mesmo que acontece com outras crianças, adolescentes e até adultos. Há casos em que, se reagimos com violência, geramos mais violência de ambos os lados (agressor e vítima); também há casos em que, se ignoramos, damos mais liberdade ao perseguidor de continuar praticando sua perseguição, e até, por conta dessa liberdade, aumentá-la. No fim das contas, a perseguição prolongada pode acabar na morte de uma ou mais pessoas – é o que tem acontecido muito em diversos casos de suicídio ao redor do mundo.

Dan Olweus, cientista sueco que foi professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970, foi o primeiro a relacionar a palavra “bullying” (derivada de “bully” em inglês, ou “valentão” em português) a um fenômeno, e o fez após descobrir, através de seu estudo com adolescentes com tendências suicidas, que a maioria desses havia sofrido algum tipo de ameaça, cujas ameaças estão relacionadas à própria definição de bullying, que, segundo o Dicionário Online de Português, significa: “Todas as formas de agressões verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, exercidas sobre os mais fracos, com o objetivo ameaçar, tiranizar, oprimir, intimidar, humilhar ou maltratar”.

O tempo passou, e o bullying, que com certeza já existia desde muito antes do estudo de Olweus, continuou sendo praticado em diversos lugares do mundo, causando vários suicídios por parte de adolescentes.

Hoje, com o rápido avanço da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e a popularização da internet, o bullying se estende ao meio virtual, passando a se chamar “cyberbullying” e aumentando em muito o já alto potencial de suicídios entre adolescentes e até crianças, devido mormente à utilização do anonimato na internet, que transforma o perseguidor num criminoso aparentemente invisível e indetectável.

Com o passar do tempo e a prática do bullying sendo difundida tanto na vida real quanto na virtual, dois outros termos surgiram para especificar os tipos de perseguição conhecidos, cujos são:

  • MobbingBullying de âmbito trabalhista. Assédio moral ou terror psicológico no ambiente de trabalho.
  • Stalking: Bullying exacerbado, perseguição obsessiva ou assédio por intrusão, onde a vítima é “cercada” de diversas formas: telefonemas inoportunos, mensagens via celular e/ou internet desagradáveis, presença afrontante em certos lugares frequentados pela vítima etc.

Para inibir o cyberbullying e evitar possíveis maiores problemas no futuro, orienta-se a denúncia à delegacia mais próxima, assim como é feito no caso do bullying (âmbito real), pois as mesmas leis aplicadas fora da internet são aplicadas dentro dela. Mas, com a liberdade anônima na internet, é preciso se ter mais atenção e paciência ao se coletar provas para as denúncias desse e de outros crimes, cujas denúncias podem ser feitas nos seguintes links:

O certo mesmo é tratar o assunto com seriedade, pois mesmo que os agressores aleguem se tratar de uma “simples brincadeira”, nem todos os agressores desejariam ser vítimas dessas tais “brincadeiras”. Além do mais, a “brincadeira” só termina – isso quando termina – no momento em que o “brincalhão” é o alvo dela, porém a vingança não tem limites. Portanto, a melhor resposta é, definitivamente, a denúncia em tempo hábil, deixando e esperando que a Justiça seja literalmente feita. ■

► Indico para consulta:

Oi

Olá, pessoal. Tudo bem?

No primeiro dia do Horário Brasileiro de Verão de 2012, estreio este blog apenas para avisar da existência dele. Nele, falarei um pouco sobre diversos assuntos, como: Ciência e Tecnologia; Entretenimento; Música; Dança; Festas; Turismo; Seres Vivos; Artes Marciais; Filmes e Desenhos; Polícia; Igreja; Bom Humor; Frases etc. Assim como já estava sendo feito nas redes: YouTubeVimeoFacebookTwitter e Google+.

Abraços, e até o próximo post.